“Após quase cinco anos de ausência, a companhia nacional cabo-verdiana retoma a ligação transatlântica com a América do Norte, com escala na ilha do Sal“
A Cabo Verde Airlines vai retomar os voos para os Estados Unidos a partir do próximo dia 4 de maio de 2026, data que marca o regresso da transportadora nacional ao mercado norte-americano depois de uma ausência de quase cinco anos. O primeiro voo terá partida de Praia, com escala no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, e destino final ao Aeroporto Internacional T.F. Green, em Providence, Rhode Island. A operação será semanal numa fase inicial.
O contexto: anos de espera e reestruturação
A CVA tinha suspenso todos os voos para os Estados Unidos em julho de 2021, quando encerrou a rota para Boston. A ligação com Providence tinha sido operada até 2017, inicialmente com aeronaves Boeing 757-200, sendo depois transferida para o aeroporto Logan antes da suspensão definitiva.
O regresso não foi imediato. A companhia atravessou um longo período de reestruturação, agravado pela pandemia, que implicou também a perda da certificação ETOPS — indispensável para voos transatlânticos com aeronaves bimotoras. Foi precisamente a recuperação desta certificação, aprovada pela Agência de Aviação Civil de Cabo Verde em dezembro de 2025, que abriu caminho para o relançamento das rotas intercontinentais.
A aeronave e a tecnologia
O voo será operado com o Boeing 737 MAX 8, aeronave mais eficiente e económica do que os Boeing 757 utilizados anteriormente. A certificação ETOPS 120 — que autoriza aeronaves bimotoras a voar até 120 minutos de distância de um aeroporto alternativo — foi validada em novembro de 2025 através de um voo de demonstração entre Praia e Recife, no Brasil.
Providence: a escolha estratégica
A opção por Providence não é casual. O aeroporto T.F. Green, no Rhode Island, serve uma das maiores comunidades de origem cabo-verdiana fora do arquipélago, concentrada nos estados de Rhode Island e Massachusetts. Dezenas de milhar de cabo-verdianos e luso-cabo-verdianos residem nesta região, para quem uma ligação direta representa uma alternativa muito mais cómoda face às escalas em hubs europeus.
O aeroporto de Providence tem registado um crescimento assinalável: em 2025 recebeu cerca de 4,3 milhões de passageiros, com um crescimento de cerca de 11% face ao ano anterior, e expandiu a sua rede para 38 destinos diretos.
Um relançamento em simultâneo com o Brasil
O regresso aos EUA acontece em paralelo com a retoma dos voos para o Brasil. A CVA vai iniciar as ligações Praia–Recife também a partir de maio, com duas frequências semanais. Esta estratégia simultânea de expansão transatlântica — para a América do Norte e para a América do Sul — reforça o posicionamento de Cabo Verde como hub aéreo do Atlântico médio.
O significado para Cabo Verde
O regresso da CVA aos Estados Unidos vai muito além de uma decisão comercial. Representa o restabelecimento de uma ponte aérea vital para a diáspora cabo-verdiana, para o turismo norte-americano nas ilhas e para a projeção internacional do país. Com a rota a fazer escala no Sal, a ilha recebe também um impulso direto em termos de conectividade e visibilidade turística.
Se a experiência provar ser economicamente sustentável, a companhia poderá vir a aumentar as frequências ou expandir para outros destinos na costa leste dos Estados Unidos.
Recordamos que a Cabo Verde Airlines suspendeu os voos para os Estados Unidos em julho de 2021, após encerrar a rota para Boston. Antes disso, a companhia servia Providence até 2017. A retoma foi possível após a recuperação da certificação ETOPS 120, aprovada em dezembro de 2025 pela Agência de Aviação Civil de Cabo Verde.
Cape Verde 24.info
Fonte: Cabo Verde Airlines / Agência de Aviação Civil de Cabo Verde / U.S. Department of Transportation
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