“Investigação mostra que o manual de 9º ano não oferece apoio adequado à língua materna do aprendente, enquanto o português funciona como língua segunda.”
O manual de Língua Portuguesa usado no 9º ano de Cabo Verde apresenta lacunas no apoio à língua materna do aprendente. É o achado central de um estudo conduzido pelas investigadoras Nukácia Araújo e Débora Arruda (Universidade Estadual do Ceará) e Eliane Semedo e Goreti Freire Silva (Universidade de Cabo Verde).
O artigo científico, intitulado “Livro didáctico de língua portuguesa em Cabo Verde: o que dizem os documentos legais sobre ensino, o que diz a obra?”, foi publicado na Revista do GELNE – Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste (vol. 28, n.º 1, 2026), no dia 4 de agosto.
As investigadoras analisaram como o manual aborda leitura, escrita, oralidade e análise linguística, concluindo que a abordagem actual não reflete plenamente a realidade sociolinguística de Cabo Verde, onde português e cabo-verdiano coexistem.
A pesquisa aponta que as políticas linguísticas existentes ainda não respondem plenamente às especificidades educativas do país, deixando uma lacuna importante entre as orientações legais e a realidade pedagógica nas salas de aula.
Caboverde24.info
Fonte: Revista do GELNE (DOI: 10.21680/1517-7874.2026v28n1ID40980)
Nota Editorial: Este estudo representa uma contribuição importante da investigação cabo-verdiana para o debate regional sobre educação multilingue em contextos lusófonos, enquadrando o português como língua segunda na realidade educativa cabo-verdiana.



















