“Sal e São Vicente já registaram ligações canceladas, enquanto outros voos para o arquipélago continuam a operar. A greve prolonga-se até 6 de outubro e, ao contrário do que acontecerá no Natal, nenhuma rota para Cabo Verde está protegida pelos serviços mínimos.”
Em 30 segundos
✈️ A greve dos tripulantes de cabine da easyJet decorre de 2 a 6 de outubro.
🔴 O sindicato contabiliza 443 voos cancelados nas bases de Lisboa, Porto e Faro.
🇨🇻 Cabo Verde já foi afetado: foram confirmados cancelamentos nas ligações Lisboa–Sal e Porto–São Vicente, no dia 2 de outubro.
⚠️ Nenhum voo para Cabo Verde está incluído nos serviços mínimos desta greve, pelo que os passageiros devem confirmar o estado do voo antes de se deslocarem ao aeroporto.
Nem todos os voos para Cabo Verde estão a ser cancelados
A dimensão da greve da easyJet em Portugal pode criar a impressão de que praticamente toda a operação para Cabo Verde está parada. Não é isso que os dados disponíveis mostram.
O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil indicou que 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro foram cancelados durante o período de paralisação, o que representa cerca de 80% da programação inicialmente prevista para essas bases.
A easyJet apresenta, contudo, uma perspetiva diferente. A companhia prevê manter aproximadamente 55% da programação, recorrendo aos serviços mínimos e a voos assegurados por aeronaves e tripulações de outras bases europeias.
Para Cabo Verde, o impacto está a ser desigual.
Sal e São Vicente já tiveram cancelamentos
Na sexta-feira, 2 de outubro, o voo easyJet U2 7695, entre Lisboa e o Sal, foi cancelado.
Também ficou em terra nesse dia o U2 6875, previsto entre o Porto e São Vicente.
Já o voo Lisboa–Boa Vista U2 7583 conseguiu operar, o que mostra que a greve não suspendeu todas as ligações com o arquipélago.
Neste sábado, 3 de outubro, o Lisboa–Sal U2 7695 voltou a operar e aterrou no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral.
O cenário pode, portanto, mudar de um dia para o outro e até entre rotas da mesma companhia.
O detalhe que interessa a quem vai viajar nos próximos dias
Há uma diferença importante entre esta greve e a nova paralisação já marcada para dezembro.
O despacho oficial que fixa os serviços mínimos para esta paralisação de outubro não contemplou rotas de ligação a países terceiros, o que significa que nenhum voo com destino a Cabo Verde está blindado por serviços mínimos obrigatórios.
Diferente será o enquadramento previsto para o período natalício, onde a legislação e as deliberações habitualmente protegem ligações estratégicas com a diáspora cabo-verdiana.
Até 6 de outubro, a realização de cada ligação depende exclusivamente da disponibilidade operacional de tripulações não aderentes ou de bases externas mobilizadas pela transportadora.
Recomendações aos passageiros
Perante a instabilidade na operação diária, a recomendação para quem tem bilhete marcado é clara: confirmar o estado da rota diretamente nos canais da easyJet antes de iniciar a viagem até ao aeroporto.
A companhia é obrigada a providenciar soluções de reencaminhamento ou reembolso integral em caso de supressão de voo, além de prestar a devida assistência em terra aos passageiros retidos.
Cape Verde 24.info
Fonte: Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC); easyJet; ANA – Aeroportos de Portugal; ASA – Aeroportos e Segurança Aérea de Cabo Verde.

































