“A etapa realizada em fevereiro na ilha do Sal não pôde ser concluída como previsto. Agora, entre 25 e 30 de agosto, a corrida pelos títulos mundiais chega à Alemanha.“
Em 30 segundos
- 🇨🇻 Cabo Verde abriu a temporada mundial de Kite-Surf, em fevereiro, na ilha do Sal.
- 🌊 As condições impediram a conclusão das rondas finais masculinas e impossibilitaram a realização da competição feminina.
- 🇦🇺 James Carew, finalista no Sal, chega à Alemanha como principal cabeça de série masculina.
- 🇫🇷 Capucine Delannoy, atual campeã mundial, é a primeira cabeça de série feminina.
- 🏆 A prova na Alemanha decorre de 25 a 30 de agosto, com os títulos mundiais de Kite-Surf em jogo.
O que começou nas ondas de Cabo Verde chega agora a um momento decisivo no norte da Alemanha.
A ilha de Sylt recebe, entre esta terça-feira, 25 de agosto, e domingo, 30, o GKA Kite World Cup. Para Cabo Verde, a competição tem um interesse particular: a corrida pelo título mundial de Kite-Surf começou precisamente na ilha do Sal, mas as condições encontradas em fevereiro impediram que a etapa tivesse um desfecho completo.
Segundo a Global Kitesports Association (GKA), as rondas finais masculinas não puderam ser concluídas e a competição feminina acabou por não se realizar.
O resultado é que algumas das contas que ficaram abertas em Cabo Verde passam agora para as águas alemãs.
Uma etapa no Sal sem todas as respostas
O GKA Kite-Surf World Cup Cape Verde 2026 decorreu entre 16 e 21 de fevereiro, tendo como locais previstos Ponta Preta e Kite Beach, na ilha do Sal.
Cabo Verde abriu assim a temporada mundial da modalidade, reunindo alguns dos principais nomes internacionais do Kite-Surf.
Mas as condições não permitiram completar a competição masculina. Entre as mulheres, a situação foi ainda mais clara: a prova não chegou a realizar-se.
Isso significa que as atletas femininas não puderam conquistar pontos competitivos na etapa cabo-verdiana e que, entre os homens, o primeiro encontro da temporada ficou sem um resultado completo.
James Carew chega à Alemanha na frente
O australiano James Carew, finalista em Cabo Verde, chega a Sylt como principal cabeça de série masculina.
No ranking de 2026 publicado pela GKA, Carew soma 935 pontos, o mesmo número do brasileiro Sebastian Ribeiro. Carew surge na primeira posição da classificação e lidera a lista de participantes para a prova alemã.
Sebastian Ribeiro, porém, não estará presente em Sylt, tal como o atual campeão mundial brasileiro Pedro Matos, segundo a organização.
Outro nome a acompanhar é Airton Cozzolino, várias vezes campeão mundial e profundamente ligado à história do kitesurf em Cabo Verde. Depois da etapa do Sal, aparece no quinto lugar ex aequo do ranking, com 580 pontos, e é apontado pela GKA como um atleta capaz de competir tanto em ondas como em Strapless Freestyle.
A classificação mundial mostra também presença cabo-verdiana: Robertney Barros soma 420 pontos, enquanto Arsenio Dias, Jordy Sanca e Nataniel Barros aparecem igualmente no ranking de 2026.
Entre as mulheres, Sylt ganha ainda mais importância
A situação feminina é diferente.
Como a competição prevista para Cabo Verde não pôde ser realizada, as atletas chegam à etapa alemã sem um resultado competitivo da prova do Sal.
A francesa Capucine Delannoy, campeã mundial em título, é a primeira cabeça de série em Sylt. As brasileiras Kesiane Rodrigues e Serena Luz aparecem como segunda e terceira cabeças de série.
Com o que aconteceu em Cabo Verde, a própria GKA resume a importância da prova alemã de forma clara: praticamente tudo dependerá agora do que acontecer em Sylt.
Do Sal para as águas frias do Mar do Norte
A mudança de cenário é significativa.
Depois das ondas e das temperaturas amenas de Cabo Verde, os atletas passam para Sylt, a ilha mais setentrional da Alemanha, onde competirão nas águas do Mar do Norte.
As condições poderão ter influência direta no resultado. Dependendo do vento e das ondas, a competição poderá favorecer o surf de ondas ou passar para um formato de Strapless Freestyle, no qual os atletas executam manobras e saltos sem terem os pés presos à prancha.
A capacidade de adaptação será, por isso, um dos fatores a acompanhar ao longo dos seis dias de competição.
Sylt decide os títulos
A etapa alemã não recebe apenas a decisão do Kite-Surf.
Sylt será também palco do GKA Hydrofoil Big Air World Championship, disputado numa única prova. Nesta modalidade, os atletas utilizam pranchas equipadas com hydrofoil, estrutura que permite elevar a prancha acima da superfície da água e realizar saltos e manobras aéreas.
No Hydrofoil Big Air masculino, o neozelandês Hugo Wigglesworth, atual campeão mundial, é o primeiro cabeça de série. Entre as mulheres, a suíça Andrea Zust lidera a lista.
Mas, para Cabo Verde, a principal história está no Kite-Surf.
Há seis meses, o campeonato começou nas ondas do Sal e a natureza não permitiu que todas as respostas fossem dadas.
Agora, a mais de cinco mil quilómetros de distância, nas águas do norte da Alemanha, o que ficou por decidir em Cabo Verde volta finalmente à competição.
Caboverde24.info
Fonte: GKA Kite World Tour



























