“Membro fundador dos Ferro Gaita, Bino Branco ajudou a devolver força às raízes do funaná e tornou-se uma das figuras mais reconhecidas do género.”
Caboverde24.info | 29 de agosto de 2026
Em 30 segundos
- 🕊️ Morreu Bino Branco, histórico músico e membro fundador dos Ferro Gaita.
- 🏥 O artista encontrava-se nos Estados Unidos, onde fazia tratamento devido a uma grave doença.
- 🎶 Nascido na Praia em 1969, foi intérprete, compositor, vocalista e instrumentista.
- 🪗 Com a voz e o ferrinho, ajudou os Ferro Gaita a revitalizar o funaná tradicional a partir dos anos 1990.
Cabo Verde perde uma figura do funaná
Morreu Bino Branco, uma das figuras históricas dos Ferro Gaita e um dos músicos associados ao renascimento do funaná tradicional nas últimas décadas.
A notícia começou a circular nas redes sociais na noite deste sábado, 29 de agosto, acompanhada por mensagens de pesar e homenagem.
Bino encontrava-se nos Estados Unidos, onde estava em tratamento devido a uma grave doença. A sua situação de saúde era conhecida publicamente e levou o Governo a atribuir-lhe, em junho deste ano, uma pensão do Estado.
Em pouco tempo, o Facebook encheu-se de fotografias, vídeos, recordações e mensagens de despedida. Entre elas surgiram manifestações dirigidas à família e aos Ferro Gaita, mostrando a dimensão que o músico alcançou junto de várias gerações de cabo-verdianos.
Quem era Bino Branco
Bino Branco era o nome artístico de Carlos Alberto Pereira Lopes. Nasceu a 29 de dezembro de 1969, na Cidade da Praia, segundo a biografia publicada pelo Governo de Cabo Verde.
Intérprete, compositor, vocalista e instrumentista, começou a sua trajetória em grupos musicais juvenis. Entre eles destacou-se o Grupo Djassy, no qual foi vocalista principal.
Depois da dissolução do grupo, em 1991, viveu durante algum tempo na ilha Brava, mantendo a ligação à música.
A grande viragem chegaria alguns anos mais tarde.
Cabo Verde perde uma figura do funaná
Morreu Bino Branco, uma das figuras históricas dos Ferro Gaita e um dos músicos associados ao renascimento do funaná tradicional nas últimas décadas.
A notícia começou a circular nas redes sociais na noite deste sábado, 29 de agosto, acompanhada por mensagens de pesar e homenagem.
Bino encontrava-se nos Estados Unidos, onde estava em tratamento devido a uma grave doença. A sua situação de saúde era conhecida publicamente e levou o Governo a atribuir-lhe, em junho deste ano, uma pensão do Estado.
Em pouco tempo, o Facebook encheu-se de fotografias, vídeos, recordações e mensagens de despedida. Entre elas surgiram manifestações dirigidas à família e aos Ferro Gaita, mostrando a dimensão que o músico alcançou junto de várias gerações de cabo-verdianos.
Quem era Bino Branco
Bino Branco era o nome artístico de Carlos Alberto Pereira Lopes. Nasceu a 29 de dezembro de 1969, na Cidade da Praia, segundo a biografia publicada pelo Governo de Cabo Verde.
Intérprete, compositor, vocalista e instrumentista, começou a sua trajetória em grupos musicais juvenis. Entre eles destacou-se o Grupo Djassy, no qual foi vocalista principal.
Depois da dissolução do grupo, em 1991, viveu durante algum tempo na ilha Brava, mantendo a ligação à música.
A grande viragem chegaria alguns anos mais tarde.
Ferro Gaita e o regresso às raízes
Em 1996, Bino Branco juntou-se a Estevão Tavares e outros músicos para criar os Ferro Gaita.
O grupo nasceu com uma proposta que acabaria por marcar a música cabo-verdiana: recuperar a sonoridade mais tradicional do funaná numa época em que teclados e outros instrumentos eletrónicos tinham conquistado espaço no género.
Bino assumiu a voz e o ferrinho, enquanto a gaita voltou a ocupar um lugar central.
Em 1997 chegou “Fundu Baxu”, primeiro álbum dos Ferro Gaita. Seguiram-se novos trabalhos, concertos e digressões que levaram o grupo e o funaná a palcos dentro e fora de Cabo Verde.
Ao longo dos anos, os Ferro Gaita tornaram-se uma referência da música cabo-verdiana e Bino Branco um dos rostos mais facilmente associados ao grupo.
“Funaná é vida”
A relação de Bino Branco com o género que ajudou a divulgar ficou resumida numa frase que pronunciou numa entrevista:
“Funaná é vida.”
Era uma relação que ia além do palco.
Com o ferrinho nas mãos e uma presença facilmente reconhecível, Bino ajudou a preservar uma sonoridade profundamente ligada à história cultural de Santiago e, simultaneamente, a apresentá-la a novas gerações.
Com os Ferro Gaita gravou vários trabalhos e participou em atuações internacionais, contribuindo para levar o funaná além das fronteiras do arquipélago.
A doença e o reconhecimento do Estado
Nos últimos tempos, Bino Branco enfrentava uma grave doença oncológica.
Em junho de 2026, o Governo tornou pública a sua situação ao atribuir-lhe uma pensão do Estado de 75 mil escudos mensais.
A Resolução n.º 89/2026 do Conselho de Ministros referia que o músico se encontrava desde 2025 em tratamento nos Estados Unidos e estava impossibilitado de prosseguir normalmente a sua atividade profissional.
Na fundamentação da decisão, o Estado destacou o contributo de Bino Branco para a valorização e divulgação da identidade cultural cabo-verdiana.
Fica a música
A morte de Bino Branco representa a perda de uma das figuras históricas dos Ferro Gaita e de um músico que participou diretamente numa fase importante da história recente do funaná.
Quando Bino e os Ferro Gaita apostaram novamente no ferro e na gaita, ajudaram a aproximar uma nova geração de uma sonoridade que faz parte do património cultural cabo-verdiano.
Décadas depois, o funaná continua nos palcos, nas festas e na diáspora.
E uma parte dessa história continuará ligada a Bino Branco — à sua voz, ao seu ferrinho e à música que ajudou a manter viva.
Caboverde24.info
Fonte: Ferro Gaita e publicações públicas de homenagem nas redes sociais.



















