“A Mon na Roda tem convite para uma competição internacional no Paraná, mas precisa garantir a segunda passagem antes da partida, prevista para 7 de setembro.”
Em 30 segundos
- 🇨🇻 Cabo Verde foi convidado a participar num campeonato de dança em cadeira de rodas no Brasil.
- ✈️ Uma das duas viagens já está garantida, mas faltam 1.800 euros para assegurar a segunda passagem.
- 📅 A partida está prevista para 7 de setembro e as competições decorrem entre 9 e 13 de setembro.
- 💃 Miriam Medina e Declanisângelo Gonçalves deverão representar a associação cabo-verdiana Mon na Roda.
- 🎶 Além de competir, a representação cabo-verdiana pretende ensinar funaná aos participantes no festival.
Cabo Verde tem a possibilidade de estar representado numa importante competição de dança em cadeira de rodas no Brasil. O convite existe, uma das viagens está assegurada e os representantes estão definidos. Falta, porém, resolver uma questão concreta: 1.800 euros para comprar a segunda passagem aérea.
A situação envolve a Mon na Roda, associação cabo-verdiana dedicada à dança em cadeira de rodas, convidada pela Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas para participar no XXV Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas e no Brazilian Inclusive Dance Festival 2026. Os dois eventos estão previstos para decorrer em Cascavel, no estado do Paraná, entre 9 e 13 de setembro.
Segundo informações divulgadas pela BANTUMEN, a deslocação de um dos dois representantes já está garantida. Para que ambos possam viajar, é necessário conseguir mais 1.800 euros, correspondentes à segunda passagem aérea. O tempo é curto: a partida está prevista para 7 de setembro, apenas dois dias antes do início oficial da programação no Brasil.
Miriam Medina e Declanisângelo Gonçalves
Caso seja possível completar o financiamento da viagem, a Mon na Roda será representada por Miriam Medina, fundadora da associação, professora e técnica de dança em cadeira de rodas, e pelo bailarino e atleta Declanisângelo Gonçalves.
A participação cabo-verdiana terá também uma dimensão cultural marcante. Além da vertente competitiva, está previsto que a equipa da Mon na Roda ensine funaná aos bailarinos participantes no festival, levando um dos ritmos mais representativos da identidade nacional ao evento internacional de dança inclusiva.
Uma associação com 16 anos de percurso
Criada em junho de 2010, a Mon na Roda nasceu com a missão de promover a inclusão social das pessoas com deficiência física através da arte e da dança.
O percurso da organização conta com um histórico de participações internacionais e distinções de relevo. Documentação do Conselho Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania confirma que o grupo alcançou o primeiro lugar do ranking mundial em duas categorias em 2018, somando reconhecimentos pelo trabalho desenvolvido na promoção dos direitos humanos e do desporto adaptado. A ida ao Brasil surge como mais um passo natural nessa trajetória de afirmação.
Pedidos de apoio institucional e apelo à comunidade
De acordo com a BANTUMEN, a associação informou ter contactado formalmente a Embaixada de Cabo Verde no Brasil e o Consulado de Cabo Verde em São Paulo na tentativa de garantir apoio institucional para cobrir o bilhete em falta, não tendo obtido resposta até 27 de agosto.
Com a data de embarque cada vez mais próxima, a corrida é agora contra o relógio para reunir o montante necessário e permitir que a bandeira de Cabo Verde suba ao palco no Paraná. Quem pretender apoiar a deslocação da delegação pode contactar diretamente a Associação Mon na Roda através dos seus canais oficiais.
Caboverde24.info
Fontes: BANTUMEN; Conselho Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania.































