Viajar de Cabo Verde para a Europa pode ficar mais demorado a partir de 7 de setembro

Em 30 segundos

  • ​🛂 A partir de 7 de setembro termina a flexibilidade operacional utilizada durante a implementação do EES.
  • ​✈️ Durante o verão, companhias aéreas registaram o dobro das ligações perdidas devido a demoras no controlo de fronteira.
  • ​🇨🇻 A alteração afeta diretamente passageiros cabo-verdianos, com particular incidência na entrada pelo aeroporto de Lisboa.
  • ​⏳ Recomenda-se evitar escalas apertadas sempre que houver necessidade de passar pelo controlo biométrico.

O que muda a 7 de setembro

​Quem viajar de Cabo Verde para Portugal ou para outros destinos europeus deverá prestar maior atenção ao tempo necessário para passar pelos controlos de fronteira, especialmente quando tiver um voo de ligação.

​O Entry/Exit System (EES), que regista eletronicamente entradas e saídas de cidadãos de países terceiros em estadias de curta duração, está plenamente operacional desde 10 de abril.

​Durante a fase de implementação, as autoridades puderam recorrer a medidas de contingência para aliviar temporariamente determinados procedimentos quando as filas atingiam níveis excessivos.

​Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, esta flexibilidade operacional termina a partir de 7 de setembro.

​Isso não significa que haverá necessariamente grandes filas a partir dessa data, mas reduz a margem disponível para aliviar situações de congestionamento.

Ligações perdidas aumentaram durante o verão

​A questão ganhou importância depois dos problemas registados nos últimos meses.

​O Financial Times revelou que as ligações aéreas perdidas devido às demoras nos controlos de fronteira duplicaram durante o verão, com algumas companhias a registarem aumentos ainda superiores.

​Portugal também enfrentou períodos de forte pressão nos controlos fronteiriços dos aeroportos, particularmente em momentos de maior concentração de passageiros.

O que significa para quem parte de Cabo Verde

​O EES aplica-se aos cidadãos de países terceiros abrangidos pelo sistema quando entram no espaço Schengen para estadias de curta duração.

​São registados eletronicamente dados do documento de viagem, entradas e saídas e informações biométricas, como imagem facial e impressões digitais.

​Para muitos passageiros cabo-verdianos, Portugal é precisamente a primeira porta de entrada no espaço Schengen.

​A principal preocupação não é apenas o tempo passado na fila. Para quem continua viagem a partir de Lisboa ou de outro aeroporto europeu, uma demora no controlo de fronteira pode reduzir significativamente o tempo disponível para chegar ao voo seguinte.

O conselho: evitar escalas demasiado apertadas

​Não existe um tempo adicional único que sirva para todos os aeroportos e passageiros.

​O mais prudente é verificar as recomendações da companhia aérea e do aeroporto antes da viagem e, sempre que possível, evitar ligações demasiado curtas quando for necessário passar pelo controlo de fronteira.

​Não se trata de antecipar um cenário de caos nos aeroportos europeus. A mudança de 7 de setembro significa, porém, que uma das ferramentas utilizadas para aliviar situações excecionais deixa de estar disponível nos mesmos termos.

​Para quem viaja de Cabo Verde para Portugal ou utiliza um aeroporto europeu como escala, é uma informação que vale a pena conhecer antes de partir.

Caboverde24.info

Fontes: Comissão Europeia — Direção-Geral da Migração e Assuntos Internos; Financial Times.

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