“A inflação média recuou para 1,3% e os preços diminuíram 0,1% entre julho e agosto. Os dados do Instituto Nacional de Estatística mostram também quais são as despesas com maior peso no indicador que acompanha o custo de vida em Cabo Verde.”
Em 30 segundos
📉 Os preços diminuíram 0,1% em agosto, comparativamente a julho.
📊 A inflação média dos últimos 12 meses recuou para 1,3%.
🛒 Alimentação representa cerca de 25,2% do cabaz utilizado para calcular o Índice de Preços no Consumidor.
🏠 Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis representam cerca de 24,5% e os transportes 13%.
Preços deram um pequeno passo atrás
Os preços no consumidor em Cabo Verde recuaram ligeiramente em agosto.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços no Consumidor registou uma variação mensal de -0,1%, depois da evolução observada em julho.
Na comparação com agosto de 2025, os preços estavam 0,8% mais elevados.
Já a inflação média dos últimos 12 meses situou-se em 1,3%, menos 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior.
A variação acumulada desde o final de 2025 ficou em 0,0%.
Onde pesa mais o custo de vida?
Mas há outro dado no relatório que ajuda a perceber melhor como é construído o indicador da inflação.
Nem todos os produtos e serviços têm o mesmo peso no Índice de Preços no Consumidor.
O INE utiliza um cabaz representativo da estrutura de consumo das famílias e atribui diferentes ponderações às despesas.
A maior corresponde a produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, que representam aproximadamente 25,2% do total.
Logo depois aparece a categoria que reúne rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com cerca de 24,5%.
Os transportes representam aproximadamente 13%.
Somadas, estas três grandes áreas correspondem a cerca de 62,8% do cabaz utilizado no cálculo do IPC nacional.
Alimentação e casa representam praticamente metade
Os números ajudam também a perceber por que determinadas alterações de preços são particularmente importantes para a evolução da inflação.
Só alimentação e despesas relacionadas com habitação representam juntas aproximadamente 49,7% do cabaz.
Depois dos transportes, surgem os bens e serviços diversos, com cerca de 7%, e o vestuário e calçado, com aproximadamente 7,2%.
Outras categorias têm pesos menores, como equipamentos e manutenção da habitação, comunicações, hotéis e restaurantes, lazer e cultura, saúde e ensino.
Isso não significa que todas as famílias distribuam as suas despesas exatamente desta maneira. Trata-se da estrutura de ponderação utilizada pelo INE para construir o indicador nacional.
Inflação de 1,3% não significa que todos os preços subiram 1,3%
Há ainda uma distinção importante.
A taxa de 1,3% divulgada para agosto corresponde à variação média dos preços nos últimos 12 meses comparativamente aos 12 meses anteriores.
Não significa, portanto, que cada produto comprado pelas famílias tenha aumentado 1,3%.
O próprio INE explica que o Índice de Preços no Consumidor mede a evolução dos preços de um conjunto representativo de bens e serviços, e não o nível de preços existente em determinado momento.
Da mesma forma, a redução mensal de 0,1% não significa que tudo tenha ficado mais barato em agosto.
Para saber exatamente quais produtos subiram ou desceram e em que proporção seria necessária a desagregação detalhada dos preços, que não consta deste comunicado do INE.
O que os números mostram é que, no conjunto do cabaz acompanhado pelo instituto, agosto terminou com uma pequena redução dos preços e com a inflação média a continuar a abrandar.
Caboverde24.info
Fonte: Instituto Nacional de Estatística



























