Preços baixaram em agosto: alimentação, casa e transportes representam quase 63% do cabaz das famílias

Em 30 segundos

​📉 Os preços diminuíram 0,1% em agosto, comparativamente a julho.

​📊 A inflação média dos últimos 12 meses recuou para 1,3%.

​🛒 Alimentação representa cerca de 25,2% do cabaz utilizado para calcular o Índice de Preços no Consumidor.

​🏠 Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis representam cerca de 24,5% e os transportes 13%.

Preços deram um pequeno passo atrás

​Os preços no consumidor em Cabo Verde recuaram ligeiramente em agosto.

​Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços no Consumidor registou uma variação mensal de -0,1%, depois da evolução observada em julho.

​Na comparação com agosto de 2025, os preços estavam 0,8% mais elevados.

​Já a inflação média dos últimos 12 meses situou-se em 1,3%, menos 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior.

​A variação acumulada desde o final de 2025 ficou em 0,0%.

Onde pesa mais o custo de vida?

​Mas há outro dado no relatório que ajuda a perceber melhor como é construído o indicador da inflação.

​Nem todos os produtos e serviços têm o mesmo peso no Índice de Preços no Consumidor.

​O INE utiliza um cabaz representativo da estrutura de consumo das famílias e atribui diferentes ponderações às despesas.

​A maior corresponde a produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, que representam aproximadamente 25,2% do total.

​Logo depois aparece a categoria que reúne rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com cerca de 24,5%.

​Os transportes representam aproximadamente 13%.

​Somadas, estas três grandes áreas correspondem a cerca de 62,8% do cabaz utilizado no cálculo do IPC nacional.

Alimentação e casa representam praticamente metade

​Os números ajudam também a perceber por que determinadas alterações de preços são particularmente importantes para a evolução da inflação.

​Só alimentação e despesas relacionadas com habitação representam juntas aproximadamente 49,7% do cabaz.

​Depois dos transportes, surgem os bens e serviços diversos, com cerca de 7%, e o vestuário e calçado, com aproximadamente 7,2%.

​Outras categorias têm pesos menores, como equipamentos e manutenção da habitação, comunicações, hotéis e restaurantes, lazer e cultura, saúde e ensino.

​Isso não significa que todas as famílias distribuam as suas despesas exatamente desta maneira. Trata-se da estrutura de ponderação utilizada pelo INE para construir o indicador nacional.

Inflação de 1,3% não significa que todos os preços subiram 1,3%

​Há ainda uma distinção importante.

​A taxa de 1,3% divulgada para agosto corresponde à variação média dos preços nos últimos 12 meses comparativamente aos 12 meses anteriores.

​Não significa, portanto, que cada produto comprado pelas famílias tenha aumentado 1,3%.

​O próprio INE explica que o Índice de Preços no Consumidor mede a evolução dos preços de um conjunto representativo de bens e serviços, e não o nível de preços existente em determinado momento.

​Da mesma forma, a redução mensal de 0,1% não significa que tudo tenha ficado mais barato em agosto.

​Para saber exatamente quais produtos subiram ou desceram e em que proporção seria necessária a desagregação detalhada dos preços, que não consta deste comunicado do INE.

​O que os números mostram é que, no conjunto do cabaz acompanhado pelo instituto, agosto terminou com uma pequena redução dos preços e com a inflação média a continuar a abrandar.

Caboverde24.info

Fonte: Instituto Nacional de Estatística

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