“Documentário de Miguel Eek recupera arquivos inéditos, escritos, poemas e cartas de Amílcar Cabral e conta com a participação da produtora cabo-verdiana Korikaxoru”
Em 30 segundos
🎬 “Amílcar” estreia esta sexta-feira, 2 de outubro, nos cinemas espanhóis.
🇨🇻 O documentário conta com a participação da produtora cabo-verdiana Korikaxoru e inclui imagens filmadas no arquipélago.
📽️ O filme combina arquivos inéditos, imagens históricas e novas filmagens em 16 mm para construir um retrato público e privado de Amílcar Cabral.
🇵🇹 Depois de Espanha, terá a estreia portuguesa no Doclisboa, com sessões marcadas para 17 e 18 de outubro.
Da passagem pelos festivais às salas de cinema
A história e o pensamento de Amílcar Cabral chegam esta sexta-feira, 2 de outubro, ao circuito de cinemas em Espanha.
“Amílcar”, documentário realizado pelo espanhol Miguel Eek, entra em exibição comercial depois de um percurso internacional que incluiu o IDFA, em Amesterdão, onde recebeu o prémio de Melhor Contribuição Artística na competição Envision.
O projeto envolve produtoras de vários países europeus e conta também com a participação da Korikaxoru, de Cabo Verde.
Um projeto que começou em Cabo Verde
A ligação do filme ao arquipélago vai além da participação na produção.
Segundo Miguel Eek, a ideia nasceu em 2013, durante uma viagem a Cabo Verde, quando começou a aprofundar a história de Amílcar Cabral e a interrogar-se sobre o percurso do engenheiro agrónomo que viria a liderar a luta anticolonial na Guiné-Bissau e em Cabo Verde.
A investigação prolongou-se durante anos e incluiu entrevistas com familiares, amigos e antigos companheiros de Cabral.
As filmagens contemporâneas dão particular destaque às paisagens de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, territórios centrais na trajetória histórica retratada pelo documentário.
Arquivos inéditos e a dimensão privada de Cabral
“Amílcar” não segue apenas o formato tradicional de uma biografia histórica.
Miguel Eek constrói o documentário a partir dos escritos políticos, poemas e correspondência privada de Cabral, procurando aproximar o espectador não apenas da figura histórica, mas também do homem por detrás dela.
O filme reúne arquivos inéditos, filmes coloniais portugueses, imagens da luta na Guiné e novas sequências rodadas em 16 mm.
A narrativa percorre diferentes dimensões da vida de Cabral — agrónomo, poeta, pensador e dirigente do movimento de independência — até ao seu assassinato em Conacri, em janeiro de 1973.
Nova sessão em Madrid e depois Portugal
A circulação do documentário em Espanha prosseguirá depois da estreia comercial.
Para 9 de outubro, às 19h30, está prevista uma projeção na Sala Plató da Cineteca Madrid, integrada na programação da DOCMA.
Poucos dias depois, o filme atravessará a fronteira para a sua estreia portuguesa.
O Doclisboa programou “Amílcar” para 17 de outubro, às 21h00, na Culturgest, e para 18 de outubro, às 21h45, no Cinema Ideal. A organização apresenta as sessões como estreia portuguesa.
A circulação internacional dá assim nova projeção cinematográfica à história de uma das figuras mais marcantes da história contemporânea de Cabo Verde e da África Ocidental, num projeto cuja própria origem remonta a uma viagem do realizador ao arquipélago há mais de uma década.
Cape Verde 24.info
Fonte: Miguel Eek; IDFA



























