“Em Madagascar, desde setembro de 2025, ocorrem intensos protestos, especialmente na capital Antananarivo, liderados por jovens e motivados inicialmente por cortes frequentes de água e energia elétrica”
Esses protestos deram lugar a um movimento mais amplo de insatisfação contra o governo do presidente Andry Rajoelina, exigindo sua renúncia, desculpas públicas, e a dissolução do senado e da comissão eleitoral.
No dia 11 de outubro de 2025, a situação se agravou significativamente quando uma unidade militar, conhecida como CAPSAT, que teve papel fundamental na subida ao poder de Rajoelina em 2009, decidiu desobedecer ordens e se unir aos manifestantes, fortalecendo o movimento e criando temores de um possível golpe de estado. Esses soldados apelaram para que outros membros das forças de segurança se recusassem a disparar contra os protestantes e pediram união entre as forças militares e os cidadãos.
Os protestos resultaram em confrontos violentos, com uso de gás lacrimogêneo, balas de borracha e granadas de atordoamento pela polícia, além de pelo menos 22 mortes e cerca de 100 feridos, segundo a ONU, números contestados pelo governo. O presidente Rajoelina demitiu seu primeiro-ministro e gabinete e nomeou um novo primeiro-ministro militar em tentativa de apaziguar a crise, mas os manifestantes continuam firmes em suas exigências, recusando diálogos que não envolvam a renúncia do presidente.
Relatos indicam que o presidente Rajoelina teria deixado a capital, enquanto o conflito político e social permanece grave, com setores das forças armadas assumindo controle parcial de Antananarivo para apoiar os protestos. A situação permanece tensa, com risco de escalada para uma crise de governo ou golpe militar.
Cabo Verde24
Fonte Reuters







































