Vídeo: profissionais do Fogo contam como viveram as primeiras horas após a tragédia

Em 30 segundos

​🩺 Profissionais de saúde do Fogo recordam as primeiras horas de resposta ao acidente de Campanas de Cima.

​😔 Alguns relatam dificuldades para dormir e imagens da tragédia que permaneceram na memória durante vários dias.

​🚑 A experiência mostrou a importância da triagem, da preparação das equipas e de uma resposta pré-hospitalar bem organizada.

​📌 Entre as necessidades apontadas estão mais formação, equipamentos e articulação entre os diferentes serviços de emergência.

Uma emergência fora do habitual

​As primeiras horas depois do acidente de Campanas de Cima colocaram os profissionais de saúde da ilha do Fogo perante uma situação de dimensão pouco habitual.

​Numa reportagem exibida pela TCV, profissionais do Hospital São Francisco de Assis recordam a chegada das vítimas, a necessidade de reorganizar rapidamente os serviços e a pressão de trabalhar enquanto ainda se procurava perceber quantas pessoas necessitariam de assistência.

​Era necessário receber feridos, estabelecer prioridades e preparar equipas e espaços para uma emergência com várias vítimas praticamente em simultâneo.

​Veja a reportagem completa com os relatos dos profissionais de saúde da ilha do Fogo:

Os depoimentos revelam os momentos de maior tensão vividos no hospital durante o socorro imediato.

O impacto continuou depois da emergência

​Quando terminou a fase mais intensa do atendimento, para alguns profissionais a experiência estava longe de ter acabado.

​Os testemunhos revelam dificuldades para dormir e imagens dos acontecimentos que continuavam presentes na memória. Um dos profissionais conta que só depois de cerca de 12 dias conseguiu voltar a ter um sono mais profundo.

​A presença de crianças e adolescentes entre as vítimas é também referida como um dos elementos que tornaram a situação particularmente difícil do ponto de vista emocional.

​A preparação profissional ajuda a enfrentar ocorrências graves, mas, como mostram os relatos, não elimina o impacto psicológico de lidar com uma tragédia desta dimensão.

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Equipas procuraram apoiar-se

​Médicos, enfermeiros, auxiliares e outros trabalhadores procuraram apoiar-se mutuamente depois do acidente, partilhando aquilo que tinham vivido.

​A resposta envolveu ainda diferentes estruturas e profissionais, num cenário em que a rapidez da comunicação, a triagem e a coordenação entre quem atua no terreno e quem recebe as vítimas no hospital se tornam determinantes.

​Os testemunhos destacam precisamente a importância de uma organização forte a nível local para responder a situações com um elevado número de vítimas.

As lições que ficam

​A experiência de Campanas de Cima deixou também questões sobre o que pode ser reforçado antes de uma próxima grande emergência.

​Entre as necessidades referidas pelos profissionais estão maior investimento em equipamentos pré-hospitalares e hospitalares, formação contínua, preparação dos bombeiros, educação para a saúde e melhor articulação entre as diferentes equipas.

​Triagem, emergência hospitalar, socorro pré-hospitalar, bombeiros e Cruz Vermelha fazem parte de uma cadeia que precisa de estar preparada para funcionar de forma coordenada desde os primeiros minutos.

​O vídeo mostra, assim, uma dimensão menos visível da tragédia: quem esteve na linha da frente para receber e socorrer as vítimas também ficou marcado pelo que viveu.

Caboverde24.info

Fonte: TCV

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