“O antigo Ferry Aguni, que operou no Japão, já tem bandeira cabo-verdiana, passou por adaptações na China e deverá assegurar ligações regulares entre Brava e Fogo.”
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⛴️ O antigo Ferry Aguni passou a chamar-se Eugénio Tavares e está registado sob bandeira de Cabo Verde.
🇨🇳 A embarcação esteve na China para trabalhos de adaptação técnica.
👥 O navio deverá ficar preparado para transportar até 250 passageiros.
⚓ O Governo anunciou que terá base no porto da Furna, na Brava, com ligações regulares à ilha do Fogo.
Do Japão para Cabo Verde
Cabo Verde prepara-se para receber mais uma embarcação destinada ao reforço das ligações marítimas interilhas.
O Eugénio Tavares, anteriormente denominado Ferry Aguni, é um navio ro-ro de passageiros construído em 2002 que operou durante vários anos no Japão e que, em 2026, passou a navegar sob bandeira cabo-verdiana.
Os registos marítimos internacionais confirmam a mudança de nome e de bandeira da embarcação, identificada pelo número IMO 8974659.
Adaptação técnica na China
Depois da aquisição, o Eugénio Tavares seguiu para a China, onde foi submetido a trabalhos destinados a adaptá-lo às condições de operação em Cabo Verde.
Em agosto, o ministro do Mar, João do Carmo, confirmou que a embarcação já tinha sido adquirida e se encontrava naquele país em processo de preparação.
Segundo as informações divulgadas, o navio deverá ficar preparado para transportar até 250 passageiros.
Base na Brava e ligações com o Fogo
O destino operacional do novo ferry já começou também a ser definido.
No início de setembro, o Governo anunciou que o Eugénio Tavares terá como base o porto da Furna, na ilha Brava, devendo assegurar ligações regulares com a ilha do Fogo.
A medida poderá representar um reforço importante para duas ilhas onde a regularidade dos transportes marítimos tem impacto direto na mobilidade das pessoas, no abastecimento e no escoamento de produtos.
Mais capacidade para uma rede ainda frágil
A chegada de uma nova embarcação acontece num momento em que a conectividade entre as ilhas continua a ser apontada como um dos desafios estruturais de Cabo Verde.
Um relatório recente do Banco Mundial voltou a chamar a atenção para a irregularidade de algumas ligações marítimas, o envelhecimento da frota e os custos que estas limitações representam para passageiros e empresas.
O reforço dos meios disponíveis pode, por isso, ter efeitos que vão além do transporte de pessoas, facilitando a circulação de mercadorias e melhorando a ligação das ilhas aos principais centros de abastecimento.
Entrada em operação ainda depende das etapas finais
O Governo manifestou a expectativa de contar com o Eugénio Tavares ainda em 2026.
Antes da entrada regular ao serviço, a embarcação terá de concluir todas as etapas técnicas, inspeções, certificações e procedimentos necessários à operação em Cabo Verde.
O desafio seguinte será garantir não apenas mais navios, mas também regularidade, manutenção e horários capazes de responder às necessidades das diferentes ilhas.
Caboverde24.info
Fontes: Governo de Cabo Verde; declarações do ministro do Mar, João do Carmo; registos marítimos internacionais































