“«A operadora estima que a despesa mensal de combustível por cabine passou de cerca de 1.800 para 6.000 a 8.000 dólares. Agora, procura alojamento temporário para os residentes.»”
Em breve
- 🚢🚢 O Odyssey suspendeu a viagem residencial no Camboja.
- 🏠🏠 203 passageiros foram instruídos a deixar o navio.
- ⛽⛽ A despesa de combustível equivalente por cabine subiu de cerca de 1.800 para 6.000–8.000 dólares mensais.
- 🔎🔎 A empresa procura alojamento temporário e avalia uma reestruturação ainda sem desfecho definido.
Para 203 pessoas que faziam do navio Odyssey a sua residência durante uma longa viagem à volta do mundo, a paragem no Camboja deixou de ser uma simples escala. A operadora Villa Vie Residences suspendeu as operações e está a organizar a saída dos residentes, depois de os custos de combustível terem disparado.
Uma casa em viagem permanente
O Odyssey não é um navio de cruzeiro comum. A bordo, os passageiros podem arrendar ou adquirir alojamentos para viver durante meses ou anos enquanto o navio percorre diferentes países. A embarcação partiu de Belfast em outubro de 2024 para uma viagem contínua que deveria prosseguir até novembro de 2027.
A escala que não terminou
O navio chegou ao porto de Sihanoukville, no Camboja, em 23 de outubro, para uma escala inicialmente prevista de cinco dias. Deveria continuar para o Vietname, mas permaneceu no porto. Segundo a Associated Press, transportava 203 passageiros de 15 nacionalidades, na maioria norte-americanos, e 156 tripulantes.
De 1.800 para até 8.000 dólares
O ponto de rutura foi o combustível. A Villa Vie calcula que a despesa mensal equivalente por cabine, antes próxima de 1.800 dólares, tenha atingido entre 6.000 e 8.000 dólares em partes da Ásia. Trata-se de custos operacionais distribuídos por cabine, não de um novo preço cobrado individualmente a cada residente.
A empresa afirma que tentou gastar menos combustível, abrandando o itinerário e passando mais tempo nos portos. No comunicado, reconhece que estas medidas não foram suficientes para compensar o aumento dos custos e que não pode transferir simplesmente para os residentes agravamentos dessa dimensão. O défice colocou o modelo operacional sob pressão financeira que a empresa considera insustentável.
O que acontecerá aos residentes?
A suspensão foi anunciada oficialmente em 27 de outubro. A operadora afirma estar a coordenar o desembarque e a procurar soluções temporárias de alojamento para os residentes. A informação disponível não permite concluir que todos já tenham desembarcado ou que cada pessoa tenha recebido uma solução definitiva.
A situação da tripulação também exige prudência: a Associated Press contabilizou 156 profissionais a bordo, mas assinalou que a sua situação após a suspensão não estava esclarecida. Não há confirmação de que todos tenham deixado o navio.
Sessenta dias para procurar uma saída
A Villa Vie pretende avaliar, nos próximos 60 dias, alternativas de reestruturação financeira e de entrada de capital. O comunicado confirma que nenhum financiamento ou transação foi concluído e admite que o desfecho do processo permanece incerto.
O caso expõe um risco particular do modelo de residência no mar: quando a viagem é também a casa dos passageiros, um problema financeiro da operadora pode transformar uma escala turística numa emergência habitacional. É um alerta internacional sobre os custos da navegação, sem constituir prova de dificuldades equivalentes em navios ou companhias que operam em Cabo Verde.
Caboverde24.info
Fonte: Villa Vie Residences; Associated Press.
Foto: JerickVillaruel / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Arquivo — o Villa Vie Odyssey fotografado em 2025, antes da suspensão das operações no Camboja. Esta imagem não mostra a escala de outubro de 2026. Imagem recortada proporcionalmente e com ajuste conservativo de luz e contraste.



















