“Com mais de 75% das exportações nacionais destinadas a estes dois mercados, o arquipélago consolida-se como um fornecedor estratégico de produtos do mar para a Europa”
O panorama comercial de Cabo Verde demonstra uma resiliência notável. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), o ano de 2025 consolidou-se como um período de expansão para as trocas comerciais do arquipélago. O país conseguiu elevar o valor das suas exportações para aproximadamente 85,1 milhões de euros, um salto de 18,2% que reflete o esforço de valorização dos produtos nacionais no mercado europeu, especialmente no eixo Madrid-Roma.
Ponto da situação: A hegemonia do mercado europeu
O atual cenário das exportações cabo-verdianas é marcado por uma concentração positiva. A Europa absorve 95,4% das nossas vendas externas. Dentro deste bloco, a Espanha isola-se no topo, sendo o destino de 63% de tudo o que o país vende ao exterior. Logo a seguir, a Itália surge com uma quota de 12,1%. Embora o país ainda mantenha um défice comercial, a melhoria na taxa de cobertura indica que a produção nacional está a ganhar maturidade e confiança junto dos consumidores internacionais.
Quem é o INE?
O Instituto Nacional de Estatística (INE) é a instituição pública responsável pela produção e difusão de informação estatística oficial em Cabo Verde. O seu papel é crucial para o planeamento estratégico do país, fornecendo dados rigorosos que permitem ao Governo e às empresas tomar decisões fundamentadas sobre investimentos e comércio externo.
Listagem de produtos e dinâmica comercial
A economia de exportação de Cabo Verde está fortemente ancorada na economia azul. O fluxo para Espanha e Itália é focado em produtos de alto valor:
- Preparados e conservas de peixe: Representam 75,4% do total exportado.
- Peixe fresco e congelado: Abastecem as cadeias gourmet europeias.
- Vestuário e calçado: Segmentos em crescimento para o mercado europeu.
- Bebidas e produtos agrícolas: Itens de nicho com crescente aceitação.
Pontos de forças da nossa produção
A grande força desta relação reside na estabilidade e na qualidade. Ter contratos firmados com distribuidores em Espanha e Itália garante que a produção nacional tenha escoamento garantido. A exigência destes mercados obrigou as empresas em Cabo Verde a adotar tecnologias de ponta e métodos de rastreabilidade. Além disso, a estabilidade política de Cabo Verde confere uma segurança única para os parceiros europeus, consolidando o país como um fornecedor fiável no Atlântico.
O que melhorar para o futuro
Para que este crescimento seja sustentável, o desafio é a diversificação. A dependência excessiva das conservas de peixe torna a economia vulnerável. É necessário incentivar o associativismo para que pequenos produtores de vinho, café e artesanato também ganhem escala de exportação. Outro ponto crítico é a redução dos custos de energia e logística interilhas, que ainda encarecem o produto final comparativamente a outros concorrentes regionais.
Va recordado que o desempenho positivo em 2025 reflete a integração de Cabo Verde em cadeias de valor globais, onde a parceria com frotas e indústrias europeias permitiu ao país elevar os seus padrões de produção aos níveis mais exigentes do mundo.
Caboverde24.info
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE).
Nota Editorial: As declarações e dados publicados baseiam-se em relatórios provisórios e não representam aconselhamento de investimento direto.







































