“A liderança da TACV é marcada por uma contradição pública: enquanto o CEO Pedro Barros foi anunciado como demitido em entrevista, nota oficial confirma que a administração da companhia aérea continua a mesma”
A gestão da TACV tornou-se centro de uma controvérsia rara esta semana: enquanto uma entrevista pública anunciou a saída de Pedro Barros do cargo de CEO, uma nota oficial posterior negou qualquer alteração na administração. O caso teve origem numa declaração do Ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, à RTC, afirmando que Barros teria deixado o comando da transportadora aérea nacional.
Neste vídeo de entrevista publicado pela RTC, ao minuto 1:03, o Ministro dos Transportes e Turismo, José Luís Sá Nogueira, foi questionado pelo jornalista: “Pedro Barros continuará na posição de CEO da empresa?” A resposta foi clara: “Não, sairá e entrará outra pessoa…”. Trata-se de uma grave contradição com as declarações dadas posteriormente, quando confirmou que Pedro Barros continuaria como CEO da TACV.
O comunicado emitido após as declarações do ministro contradiz expressamente o que foi dito na entrevista concedida à RTC, negando as informações previamente divulgadas pelo próprio titular da pasta.
Discurso divergente lança incerteza
Esta colisão entre as versões públicas — anúncio inequívoco da saída do CEO seguido de recusa oficial de alterações — é incomum e preocupante, especialmente tratando-se de um setor responsável por cerca de 25% do PIB nacional. O episódio expõe falhas na comunicação e no processo institucional numa área fundamental para o país, já sob pressão por desafios operacionais e de reputação.
O artigo foi publicado imediatamente após termos recebido a confirmação, por parte do ministro, de que Pedro Barros seria exonerado e substituído por um novo CEO na TACV.
Nota enfatiza estabilidade e confiança
A nota reafirmou o “compromisso com a estabilidade institucional da TACV”, salientando que a confiança de passageiros, trabalhadores e parceiros depende de previsibilidade e coerência na administração, e que eventuais mudanças cabem unicamente à Assembleia Geral.
Caso raro revela fragilidades institucionais
A situação revela fragilidades no alinhamento entre declarações públicas e procedimentos formais, lançando dúvidas sobre a condução da política para o setor aéreo nacional num momento em que confiança e estabilidade são ativos estratégicos para o desenvolvimento e internacionalização da aviação cabo-verdiana.
Cape Verde24

































