“Relatório global da Henley & Partners destaca a estabilidade e resiliência do arquipélago, posicionando-o como um dos destinos mais seguros para capitais em África”
Num cenário económico global marcado pela incerteza, a procura por mercados que ofereçam um equilíbrio entre segurança e potencial de crescimento tornou-se a prioridade número um para os investidores internacionais. O mais recente “Global Investment Risk and Resilience Index 2025” vem confirmar o que muitos analistas já previam: Cabo Verde consolida-se como um farol de estabilidade no continente africano.
Este novo índice, elaborado pela consultora Henley & Partners em colaboração com a AlphaGeo, avaliou 226 países com base em dois pilares fundamentais: a exposição ao risco (inflação, volatilidade cambial, instabilidade política) e a capacidade de resiliência (infraestruturas, inovação, capital humano e adaptação às alterações climáticas).
Cabo Verde em destaque no ranking de 2025
Segundo os dados divulgados e citados pelo portal Afrique Sur 7, Cabo Verde figura honrosamente no Top 10 dos países africanos com menor risco para investimento, ocupando a 125.ª posição a nível mundial.
Esta classificação coloca o arquipélago numa elite restrita de nações africanas consideradas “refúgios seguros”, logo após economias como as Maurícias (83.º), Tanzânia (84.º), Botsuana (86.º), Seicheles (109.º) e Uganda (122.º). A presença de Cabo Verde neste grupo à frente de gigantes económicos continentais demonstra que a dimensão geográfica não é barreira para a solidez institucional.
Fatores de confiança
A posição privilegiada de Cabo Verde não é obra do acaso. O relatório e as análises complementares de agências de risco (como a Coface) apontam vários vetores que blindam a economia cabo-verdiana contra choques externos severos:
- Estabilidade cambial e política: A indexação do Escudo Cabo-verdiano ao Euro continua a ser uma âncora de confiança vital para investidores estrangeiros, eliminando grande parte do risco cambial que afeta outras economias da região da CEDEAO.
- Governação sólida: A democracia cabo-verdiana, consistentemente avaliada como uma das mais robustas de África, oferece um quadro jurídico previsível, essencial para o planeamento de investimentos a longo prazo.
- Foco na resiliência: O país tem investido fortemente na transição energética e na economia azul, setores-chave avaliados pelo pilar da “resiliência” do índice da Henley & Partners.
Dados pregressos: O caminho da consolidação
Recordamos que este reconhecimento internacional é fruto de um percurso consistente. Cabo Verde foi o segundo país a graduar-se do estatuto de “País Menos Avançado” em 2007, e desde então tem mantido uma trajetória de rigor orçamental.
É importante notar também que, apesar da forte dependência do turismo (que representa cerca de 25% do PIB), o país tem demonstrado uma capacidade notável de recuperação pós-pandemia. A aposta estratégica na diversificação — com planos para atingir 50% de energias renováveis no mix energético até 2030 e o desenvolvimento de infraestruturas digitais — tem sido crucial para melhorar a sua pontuação nos índices de resiliência económica global.
Em suma, para o investidor que olha para África em 2025, Cabo Verde apresenta-se não como uma aposta de alto risco, mas como um parceiro maduro, onde a segurança jurídica e a estabilidade macroeconómica servem de alicerce para o crescimento.
Cape Verde 24.info
Fonte: Afrique Sur 7 / Henley & Partners (Global Investment Risk and Resilience Index)







































