“Um diagnóstico realizado no setor da educação e formação profissional revelou que quase metade dos participantes desconhece os mecanismos disponíveis para denunciar situações de abuso ou assédio sexual.”
Em 30 segundos
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⚠️ 46% dos inquiridos disseram não saber como ou onde denunciar.
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👤 18% afirmaram já ter sido vítimas.
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👀 35% disseram ter testemunhado situações de abuso, exploração ou assédio sexual.
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☎️ O ICIEG disponibiliza a linha gratuita 800 18 18.
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📊 O estudo ouviu 66 pessoas e não representa, por si só, toda a realidade nacional.
Quase metade dos participantes num diagnóstico sobre abuso, exploração e assédio sexual na educação e formação profissional em Cabo Verde afirmou não saber onde ou como apresentar uma denúncia.
O estudo, promovido pelo Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), ouviu 66 pessoas, sobretudo em Santiago e São Vicente.
Entre os participantes, 46% desconheciam os mecanismos de denúncia, 35% disseram já ter testemunhado situações que podem configurar abuso, exploração ou assédio sexual e 18% afirmaram ter sido vítimas.
A fama chegou à família
A nova exposição não afetou apenas Vozinha.
Segundo o guarda-redes, adeptos passaram também a procurar a mãe em Cabo Verde para pedir fotografias ou simplesmente conversar.
Vozinha admite que a família está igualmente a aprender a lidar com uma situação completamente nova e a estabelecer limites.
Propostas comerciais, mas com limites
O crescimento da popularidade trouxe também interesse de marcas e empresas.
Durante o Mundial, Vozinha optou por limitar as colaborações comerciais e afirma que, pelo menos neste momento, não pretende trabalhar com marcas ligadas ao tabaco, álcool ou apostas.
O que fazer perante uma situação?
Uma pessoa que sofra ou tenha conhecimento de uma situação de violência pode procurar diferentes estruturas de apoio.
Entre os canais disponíveis está a linha gratuita SOS VBG 800 18 18.
Também é possível recorrer às esquadras da Polícia, hospitais, delegacias e centros de saúde, Centros de Apoio à Vítima, Casas do Direito e outras estruturas de apoio.
Nos casos enquadrados pela legislação sobre Violência Baseada no Género, a denúncia pode também ser apresentada por terceiros.
Estudo não representa todo o país
Os resultados exigem alguma prudência.
A amostra foi de apenas 66 participantes, maioritariamente mulheres, e concentrou-se sobretudo em Santiago e São Vicente.
Por isso, os números não devem ser interpretados como retrato estatístico de toda a formação profissional em Cabo Verde.
O diagnóstico revela, contudo, uma falha prática importante: muitas pessoas ainda não sabem o que fazer quando uma situação acontece.
Novo guia pretende facilitar a denúncia
Na sequência do diagnóstico foi também apresentada uma proposta de guia de atuação, com orientações sobre como identificar, comunicar e encaminhar situações de abuso, exploração ou assédio sexual.
Mais do que os próprios números, este poderá ser o resultado mais útil do trabalho: garantir que uma vítima ou testemunha saiba onde pedir ajuda e como iniciar uma denúncia.
Cape Verde 24.info
Fonte: Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género — diagnóstico sobre exploração, abuso e assédio sexual na educação e formação profissional.























