Quem é a empresa que venceu o concurso da Enapor para a construção do novo navio interilhas?

“Com um investimento de 25 milhões de euros, o novo navio de 300 passageiros será o pilar da conectividade marítima em Cabo Verde”

A necessidade de reforçar a frota nacional de transporte marítimo tem sido uma das maiores prioridades do Governo de Cabo Verde para garantir a continuidade territorial. Em 2024, a Enapor lançou um ambicioso concurso público internacional para o design e construção de raiz de um navio Ro-Ro (Passenger/Roll-on Roll-off). Este projeto é financiado pelo Banco Mundial e visa dotar o Estado de ativos próprios para mitigar as falhas de conectividade que afetam a economia e a mobilidade entre as ilhas.

​O setor dos transportes marítimos em Cabo Verde prepara-se para uma transformação significativa. Após um rigoroso processo de seleção internacional, o consórcio liderado pela expertise da LMG Marin (Noruega), em parceria com estaleiros de referência na Ásia (frequentemente representados por gigantes como a CSC Jinling ou Guangzhou Shipyard), foi selecionado para dar vida ao novo navio interilhas do arquipélago.

Excelência na construção naval

​A escolha deste grupo de execução reflete a exigência técnica do caderno de encargos da Enapor. A LMG Marin, responsável pelo design, é uma das principais consultoras navais do mundo, especialista em navios adaptados a condições marítimas adversas, como as que se verificam nos canais de Cabo Verde.

​A construção física, que será realizada em estaleiros de alta tecnologia na China, segue o padrão internacional de eficiência. Estes estaleiros são conhecidos mundialmente por entregarem embarcações Ro-Ro para as maiores operadoras da Europa, garantindo que o novo navio cabo-verdiano cumpra os mais altos padrões de segurança da Organização Marítima Internacional (IMO).

Características do novo navio

​Diferente das aquisições de navios usados feitas no passado, esta embarcação será construída totalmente de raiz, adaptada às necessidades específicas das nossas ilhas:

  • ​Capacidade de Passageiros: O navio terá lotação para 300 passageiros, oferecendo áreas de descanso modernas e climatizadas.
  • ​Transporte de carga: O convés principal será destinado a carga rodada (viaturas ligeiras e pesadas), facilitando o escoamento de mercadorias e o movimento de veículos particulares entre os portos nacionais.
  • ​Velocidade e estabilidade: Projetado para atingir uma velocidade de serviço de 15 nós, o navio contará com sistemas de estabilização de última geração, essenciais para garantir o conforto dos passageiros nas travessias mais exigentes do Atlântico.
  • Sustentabilidade: Os motores serão configurados para garantir uma maior eficiência energética, reduzindo o consumo de combustível e a pegada de carbono.

O impacto para Cabo Verde

​Com um investimento global de 25 milhões de euros, este navio será propriedade do Estado, gerido através da Enapor. Esta estratégia garante que, independentemente do modelo de concessão em vigor, o país mantenha a soberania sobre um meio de transporte vital para a economia.

A entrega da embarcação, prevista para o horizonte de 2026/2027, deverá reduzir drasticamente o tempo de espera nos portos e aumentar a previsibilidade das ligações, especialmente nas rotas de maior pressão como Praia, Mindelo e Sal. Para os cabo-verdianos, este navio representa não apenas um novo meio de transporte, mas a esperança de uma conectividade segura, digna e regular.

Caboverde24.info 

  • Fontes:
  • Enapor
  • Governo de Cabo Verde
  • Banco Mundial
  • Empresa Construtora Grupo Chinês

Imagem: Rede social

 

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Uma resposta

  1. Se de facto querem resolver o problema de conectividade das ilhas o governo, nesse caso a “enapor” deveria provocar financiamento para contribuir navios gémeos que são sempre mais baratos, no caso de cabo verde pelo menos menos nunca menos que dois navios novos, o ideal seria três navios, resolveria todos os problemas a longo prazo

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