Depois da tragédia, começam as perguntas: o que será investigado no acidente do Fogo?

Em 30 segundos

🔎 As causas do despiste ainda não foram oficialmente determinadas e o Governo prometeu uma análise “séria e profunda” ao sucedido.

🛣️ Estradas de Cabo Verde já mobilizou uma equipa para avaliar o local, as condições da via e outros elementos técnicos relevantes.

📅 Os primeiros resultados da avaliação poderão ser conhecidos antes de 20 de setembro. Até lá, hipóteses sobre as causas devem ser tratadas como tal.

Depois dos funerais e das primeiras horas de emergência, começa uma nova fase da tragédia do Fogo: perceber por que razão o autocarro saiu da estrada e o que poderá ser feito para evitar que algo semelhante volte a acontecer.

O acidente ocorreu no sábado, no trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima. O veículo saiu da estrada e caiu cerca de 30 metros numa zona rochosa, provocando 25 mortos e deixando vários feridos.

As causas ainda não são oficialmente conhecidas.

Depois dos funerais e das primeiras horas de emergência, começa uma nova fase da tragédia do Fogo: perceber por que razão o autocarro saiu da estrada e o que poderá ser feito para evitar que algo semelhante volte a acontecer.

O acidente ocorreu no sábado, no trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima. O veículo saiu da estrada e caiu cerca de 30 metros numa zona rochosa, provocando 25 mortos e deixando vários feridos.

As causas ainda não são oficialmente conhecidas.

Depois dos funerais e das primeiras horas de emergência, começa uma nova fase da tragédia do Fogo: perceber por que razão o autocarro saiu da estrada e o que poderá ser feito para evitar que algo semelhante volte a acontecer.

O acidente ocorreu no sábado, no trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima. O veículo saiu da estrada e caiu cerca de 30 metros numa zona rochosa, provocando 25 mortos e deixando vários feridos.

As causas ainda não são oficialmente conhecidas.

O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, prometeu uma análise “séria e profunda” às circunstâncias do acidente e às condições das infraestruturas rodoviárias, defendendo que é necessário “agir, corrigir, antecipar e prevenir”.

Equipa já está no terreno

Nesta segunda-feira surgiu o primeiro passo concreto dessa avaliação.

O presidente de Estradas de Cabo Verde, Jair da Graça Rodrigues, confirmou que uma equipa já se encontra no terreno e que técnicos da própria empresa pública deverão deslocar-se ao Fogo para analisar o troço.

O empreiteiro responsável pela obra realizou igualmente um levantamento da área e deverá apresentar um relatório, que será complementado pela avaliação técnica de Estradas de Cabo Verde.

A missão deverá permanecer na ilha até à próxima semana.

Segundo Jair da Graça Rodrigues, o trabalho terá carácter urgente e os primeiros resultados poderão ser conhecidos antes de 20 de setembro.

O que terá de ser esclarecido?

A investigação terá agora de transformar as primeiras informações disponíveis em respostas tecnicamente sustentadas.

Entre os elementos que poderão ajudar a reconstruir o acidente estão a trajectória do veículo, o ponto onde saiu da estrada, as características e condições do troço e a forma como a viatura caiu na ravina.

O Governo indicou ainda que pretende analisar questões relacionadas com a construção, avaliação e fiscalização das estradas, assim como a orografia, características da via, percurso e condições de mobilidade.

Outro elemento essencial será o próprio veículo. Uma investigação completa deverá permitir esclarecer o seu estado e identificar se existiu alguma falha mecânica ou outro factor que tenha contribuído para o despiste.

Também os testemunhos dos sobreviventes e de pessoas que possam ter observado os momentos anteriores ao acidente poderão ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos.

A hipótese do pneu ainda não é uma conclusão

Nas horas seguintes à tragédia circulou a informação de que o despiste poderia ter sido provocado pelo rebentamento de um pneu.

A hipótese foi reproduzida por órgãos de comunicação social a partir de testemunhos, mas não existe até ao momento uma conclusão oficial que estabeleça essa circunstância como causa do acidente.

A diferença é importante.

Mesmo que venha a confirmar-se uma falha num pneu, será necessário determinar tecnicamente o que aconteceu e se existiram outros factores envolvidos.

Até à divulgação dos resultados das avaliações e investigações, qualquer explicação definitiva sobre as causas seria prematura.

Da causa à prevenção

Conhecer a origem do acidente não servirá apenas para reconstruir o que aconteceu naquela tarde.

A avaliação poderá indicar se existem medidas que devam ser adoptadas naquele troço e, eventualmente, noutras estradas com características semelhantes.

O Presidente da República, José Maria Neves, também defendeu que as causas devem ser investigadas para permitir a adopção de medidas capazes de prevenir novas tragédias.

O mesmo pedido foi feito por responsáveis municipais do Fogo.

Depois de uma tragédia com 25 mortos, portanto, a pergunta já não é apenas o que aconteceu.

É também saber por que aconteceu, se poderia ter sido evitado e o que Cabo Verde deverá mudar para reduzir o risco de voltar a acontecer.

As primeiras respostas técnicas são agora aguardadas.

Caboverde24info

Fontes: Estradas de Cabo Verde; Inforpress; Governo de Cabo Verde; Lusa.

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