“Empreendimento com 177 apartamentos combina propriedade para investidores com exploração hoteleira”
O grupo hoteleiro português Oásis Atlântico prepara-se para lançar, em abril de 2026, a primeira pedra de um ambicioso projeto imobiliário na ilha do Sal, representando um investimento de 25 milhões de euros, avança o jornal económico português ECO. O empreendimento Salinas Residence, com conclusão prevista para outubro de 2027, marca uma nova fase na estratégia do grupo no arquipélago cabo-verdiano.
O projeto distingue-se pelo modelo de negócio inovador, pensado especialmente para investidores que procuram conjugar casa de férias com rentabilidade. Os proprietários poderão usufruir dos apartamentos durante quatro semanas por ano e, no restante período, entregá-los ao grupo para exploração turística, beneficiando de um rendimento estimado de 6% sem custos de condomínio.
“Continuamos a apostar em Cabo Verde, onde começámos numa fase incipiente, num destino turístico emergente”, afirmou ao ECO o CEO da Oásis Atlântico, Alexandre Abade. O empresário sublinha que o arquipélago “ainda tem potencial” e tem verificado “uma procura por investimentos de segunda habitação”.
Low cost impulsionam nova fase do turismo no Sal
A chegada de companhias aéreas low cost à ilha do Sal foi determinante para esta aposta. A operação da Easyjet a partir de Lisboa, da Transavia (grupo Air France-KLM) desde Paris e da Edelweiss (grupo Lufthansa) a partir de Zurique dinamizaram o destino e criaram condições para atrair mais investidores internacionais.
O Salinas Residence ocupará uma área de 20 mil metros quadrados e incluirá 153 apartamentos turísticos e 24 residenciais, de tipologias T0 a T2, além de área comercial e de escritórios. O modelo prevê que os proprietários não tenham encargos com segurança, jardinagem ou limpeza, serviços assegurados pela gestão hoteleira.
Presença consolidada no arquipélago
A Oásis Atlântico tem atualmente propriedades em várias ilhas cabo-verdianas: no Sal (Oásis Salinas Sea e Oásis Belorizonte), na Boavista (Oásis White Hotel), em São Vicente (Oásis Porto Grande e Tarrafal Alfândega Suites) e em Santiago (Oásis Praiamar).
Alexandre Abade revela planos de expansão para as ilhas de Santo Antão, Fogo – onde o grupo esteve presente nos anos 1990 mas vendeu o hotel – e Maio, demonstrando confiança no crescimento sustentado do setor turístico cabo-verdiano.
Desafios logísticos e de financiamento
O CEO não esconde os desafios de investir no arquipélago: “Por um lado, investir em Cabo Verde tem um desafio logístico, porque importa grande parte dos seus produtos e bens. Por outro lado, tem o desafio de financiamento no mercado local para projetos de maior dimensão, além do da mão-de-obra, como em Portugal, que já se começa a sentir em Cabo Verde.”
A concretização de projetos desta dimensão exige operações financeiras complexas que conjugam bancos locais, internacionais e instituições multilaterais, num contexto onde o fornecimento de equipamentos e matérias-primas apresenta constrangimentos próprios da insularidade.
Apesar dos desafios, o grupo mantém a aposta estratégica em Cabo Verde, mercado onde iniciou operações quando o destino ainda era pouco conhecido internacionalmente, e onde vê espaço para crescimento sustentado impulsionado pela melhor conectividade aérea e pelo interesse crescente de investidores europeus.
Cabo Verde24
Fonte e fotos: Jornal económico português ECO







































