“Acordo comercial foi prorrogado até ao final de 2026 com efeitos retroativos, garantindo continuidade aos produtores nacionais no mercado norte-americano”
A diplomacia económica de Cabo Verde recebeu esta semana uma notícia de relevo vinda de Washington. Os Estados Unidos formalizaram a reativação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), um mecanismo essencial que permite a cerca de 30 países da África subsariana exportar milhares de produtos para a maior economia do mundo sem o pagamento de direitos aduaneiros. O acordo, que havia expirado oficialmente em setembro de 2025, foi prolongado até 31 de dezembro de 2026, trazendo uma previsibilidade necessária para o setor exportador do arquipélago.
O impacto da decisão em solo cabo-verdiano
Para Cabo Verde, a renovação do AGOA não é apenas uma questão de cortesia diplomática, mas uma ferramenta estratégica de competitividade. A inclusão do país na lista de beneficiários permite que setores como as conservas de peixe, têxteis e calçado mantenham uma vantagem de preço significativa face a concorrentes de outras latitudes. Além disso, a natureza retroativa da medida — válida desde 30 de setembro de 2025 — significa que as empresas que pagaram tarifas durante o período de interrupção poderão agora solicitar o reembolso desses valores.
Resumo do Novo Quadro AGOA (2025-2026)
Desafios e o caminho para a diversificação
Apesar da boa notícia, analistas económicos alertam que Cabo Verde precisa de maximizar este acesso. Historicamente, o país tem utilizado apenas uma fração das oportunidades oferecidas pelo AGOA. Com o governo a projetar um crescimento do PIB de 5,7% para 2026, a diversificação económica torna-se urgente. O arquipélago deve posicionar-se não apenas como um exportador de bens, mas como uma plataforma logística e de serviços que aproveite as pontes entre a África, a Europa e as Américas.
Contexto
Va recordado que o AGOA tinha deixado de vigorar em outubro de 2025, o que gerou grande apreensão entre os operadores económicos africanos devido às novas tarifas impostas pela administração norte-americana. A resolução deste impasse, integrada num pacote de financiamento governamental nos EUA, devolve a Cabo Verde um estatuto preferencial num momento crítico de recuperação económica.
Caboverde24.info
Fonte: U.S. Trade Representative (USTR) / Comunicado Presidencial (Casa Branca) / Lusa
Nota Editorial: As análises económicas aqui apresentadas baseiam-se nos dados atuais de mercado e nas disposições legais do governo dos EUA, não representando uma garantia de lucro para operações comerciais individuais.







































