“Em apenas 15 dias, foram realizadas 208 ações de fiscalização. Produtos fora de prazo, problemas de conservação e presença de ratos, baratas e outras pragas levaram à suspensão temporária de 35 estabelecimentos.”
Em 30 segundos
🛒 89% de incumprimento nas ações realizadas em estabelecimentos de comércio a retalho.
🔎 Foram efetuadas 208 fiscalizações, entre 1 e 15 de setembro, na Praia e no Mindelo.
🚫 35 estabelecimentos foram temporariamente suspensos por falta de condições de higiene.
⚠️ Produtos fora de prazo, alimentos mal conservados, pragas e aguardentes ilegais estiveram entre os problemas encontrados.
Quase nove em cada dez dos fiscalizados
Os resultados de uma operação realizada durante a primeira metade de setembro levantam preocupações sobre as condições encontradas em parte do comércio a retalho da Praia e do Mindelo.
A Inspeção-Geral das Atividades Económicas (IGAE) realizou, em parceria com outras entidades, 208 ações de fiscalização entre 1 e 15 de setembro, abrangendo estabelecimentos como mercearias e minimercados.
A taxa de incumprimento registada foi de 89%, a mais elevada dos últimos seis anos.
O número deve, contudo, ser interpretado corretamente: não significa que 89% de todas as mercearias e minimercados existentes nas duas cidades estejam em situação irregular. A percentagem refere-se aos estabelecimentos abrangidos pelas ações de fiscalização realizadas naquele período.
Ratos, baratas e produtos fora de prazo
Entre as situações encontradas estavam produtos alimentares fora do prazo de validade, alimentos mal conservados e produtos afetados por pragas.
As condições verificadas levaram à suspensão temporária de 35 estabelecimentos por falta de higiene.
Segundo a IGAE, foram detetados ratos, baratas e outras pragas. Os estabelecimentos suspensos tiveram de proceder à limpeza e desinfestação das áreas comerciais antes de poderem retomar a atividade.
Em média, foram necessários cerca de dois dias para que fossem criadas as condições necessárias à reabertura.
Aguardentes ilegais também na mira
As operações não se limitaram às condições de conservação dos alimentos. A fiscalização incidiu também sobre aguardentes ilegais, incluindo as chamadas “garrafinhas”.
Foram apreendidas bebidas que a IGAE classifica como aguardentes falsificadas, incluindo produto elaborado com açúcar refinado.
A instituição alerta para os riscos destas bebidas para a saúde e associa o seu consumo a problemas de dependência, particularmente entre os jovens.
Segundo a IGAE, parte destas aguardentes tem sido produzida nos concelhos de São Lourenço dos Órgãos, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago, com consequências que não se limitam à ilha de Santiago. A instituição menciona também a ilha do Maio entre os locais afetados pelo problema.
Operação envolveu várias entidades
As ações foram desenvolvidas pela IGAE em parceria com a Polícia Nacional, as polícias municipais da Praia e de São Vicente e, no caso de São Vicente, com a Inspeção-Geral do Trabalho.
Perante uma taxa de incumprimento que considera particularmente elevada, a IGAE apelou aos operadores económicos para assumirem as suas responsabilidades e pediu também a colaboração dos cidadãos no combate a práticas ilícitas que possam colocar em risco a saúde pública e prejudicar a economia.
Caboverde24.info
Fonte: Inspeção-Geral das Atividades Económicas





























