“O primeiro balanço apontava para pelo menos 10 vítimas mortais. Horas depois eram 18 e, durante a madrugada, o número subiu para 25. Cabo Verde acordou de luto perante uma das mais graves tragédias rodoviárias dos últimos anos.”
Em 30 segundos
- 🔴 O balanço mais recente aponta para 25 mortos no acidente ocorrido no sábado, 5 de setembro de 2026, na ilha do Fogo.
- 📈 As primeiras informações indicavam pelo menos 10 mortos. O número passou depois para 18 e subiu para 22 durante a madrugada.
- 🏥 Há 18 feridos, quatro dos quais em estado grave.
- 🚌 O autocarro regressava de um passeio a Chã das Caldeiras quando saiu da estrada e caiu cerca de 30 metros.
- 🚑 A dimensão da emergência levou à mobilização de toda a equipa médica e de enfermagem do Hospital Regional São Francisco de Assis.
- 🔎 As causas do acidente ainda não foram oficialmente esclarecidas.
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Cabo Verde acordou de luto neste domingo, 6 de setembro de 2026, perante uma tragédia cuja verdadeira dimensão foi sendo conhecida ao longo da noite.
Às 21h50 de sábado, as primeiras informações da Inforpress apontavam para pelo menos 10 mortos. Pouco antes da meia-noite, o balanço já tinha subido para 18, com as autoridades a admitirem que poderia aumentar.
Durante a madrugada chegou a confirmação de um número ainda mais pesado: 22 mortos e 18 feridos, quatro dos quais em estado grave.
Um passeio que terminou em tragédia
O acidente aconteceu ao fim da tarde de sábado, 5 de setembro, quando o autocarro regressava de um passeio a Chã das Caldeiras em direção a Campanas.
A viatura saiu da estrada e caiu cerca de 30 metros, acabando numa ribeira, numa zona rochosa e de difícil acesso.
Nas primeiras informações recolhidas no local, vários ocupantes terão sido projetados para fora da viatura, enquanto outros permaneceram inicialmente encarcerados no interior.
As características do terreno dificultaram as operações de resgate, que mobilizaram equipas da Delegacia de Saúde, Proteção Civil e outros meios de emergência.
Sobretudo jovens e adolescentes
Segundo a Inforpress, o autocarro transportava sobretudo jovens e adolescentes, estudantes do ensino secundário dos agrupamentos III e IV de Curral Grande e Ponta Verde.
O condutor também morreu no acidente.
O delegado do Ministério da Educação em São Filipe, José Pedro Gonçalves, esclareceu um ponto importante: o passeio não foi organizado pelas escolas.
Segundo explicou, tratava-se de uma atividade que o motorista organizava habitualmente todos os anos com alunos que transportava durante o período letivo, geralmente no final do ano escolar ou antes do início de um novo ano letivo.
Hospital mobilizou toda a equipa
A chegada das vítimas obrigou o Hospital Regional São Francisco de Assis a uma resposta excecional.
Toda a equipa médica e de enfermagem foi mobilizada, enquanto a sala de espera do Serviço de Urgência foi temporariamente transformada em espaço para acolher e tratar os feridos.
Pelo menos três feridos foram encaminhados para uma clínica privada para realização de exames de Tomografia Axial Computorizada (TAC).
A mobilização dá uma dimensão concreta da pressão que uma emergência desta escala colocou sobre os serviços de saúde da ilha.
O que aconteceu antes da queda?
Esta é agora uma das principais perguntas ainda sem resposta.
Até ao momento não foi divulgada uma causa oficial para o acidente.
Não existem, portanto, elementos confirmados que permitam atribuir a tragédia a falha mecânica, condições da estrada, erro humano ou qualquer outro fator.
Caberá às autoridades reconstruir os momentos anteriores à queda, analisar o veículo e apurar as circunstâncias que possam explicar o que aconteceu.
O município de São Filipe declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para analisar apoios aos familiares das vítimas.
O Presidente da República, José Maria Neves, apresentou condolências às famílias e desejou rápida recuperação aos feridos. O Governo manifestou igualmente pesar e solidariedade para com as vítimas, familiares e população da ilha do Fogo.
Em poucas horas, o balanço conhecido passou de pelo menos 10 para 18 e depois para 22 mortos.
Por detrás destes números estão famílias, jovens e comunidades atingidas por uma tragédia que deixa a ilha do Fogo e todo Cabo Verde de luto.
Agora, para além da assistência aos feridos e do apoio às famílias, permanece uma questão que apenas o apuramento das autoridades poderá esclarecer: o que aconteceu nos momentos anteriores à saída do autocarro da estrada?
Caboverde24.info continuará a acompanhar o caso e atualizará esta informação perante novos dados oficiais.
Caboverde24.info
Fontes: Inforpress; Lusa; Câmara Municipal de São Filipe; Ministério da Educação.
Fotos: Rede social



























