“«As candidatas de Oxford e Moderna foram concebidas para o vírus Bundibugyo; ainda dependem de autorizações nacionais e não são vacinas aprovadas para uso geral.»”
Em breve
- 💉Duas vacinas candidatas vão juntar-se ao ensaio clínico Tumaini.
- 🧬São a ChAdOx1, de Oxford e Serum Institute, e a mRNA-1469, da Moderna.
- ⭕O estudo usa vacinação em anel entre contactos de casos confirmados.
- 📅Os primeiros resultados das vacinas são esperados no início de 2027.
Duas vacinas candidatas concebidas para proteger contra o vírus Bundibugyo vão entrar no ensaio clínico Tumaini durante o atual surto de Ébola na República Democrática do Congo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, será a primeira avaliação deste tipo durante um surto causado por essa variante do vírus.
Oxford e Moderna entram no ensaio
As candidatas são a ChAdOx1, desenvolvida pela Universidade de Oxford com o Serum Institute of India, e a mRNA-1469, da Moderna. A recomendação foi emitida por um grupo técnico independente convocado pela OMS, com base em evidência pré-clínica e clínica inicial. A entrada efetiva no ensaio depende ainda das autorizações nacionais.
Como funciona a vacinação em anel
O Tumaini foi desenhado para testar várias vacinas dentro do mesmo protocolo. Utiliza uma estratégia de vacinação em anel: o estudo inclui contactos de pessoas com doença confirmada pelo vírus Bundibugyo, formando grupos em torno de cada caso identificado.
Ervebo também está a ser avaliada
A Ervebo é a primeira vacina já em avaliação no Tumaini para medir a eficácia contra o vírus Bundibugyo. A abordagem aproveita a experiência do ensaio realizado na Guiné há cerca de uma década, que demonstrou eficácia da Ervebo contra o Zaire ebolavirus. Isso não significa que a proteção contra Bundibugyo já esteja comprovada.
Quatro anéis já foram formados
Quatro anéis de vacinação já estavam organizados quando a OMS publicou a atualização, e outros encontravam-se em preparação. Os grupos incluem contactos de pessoas que adoeceram ou morreram com Ébola.
Tratamentos avançam em paralelo
A investigação de tratamentos decorre em paralelo. O ensaio PARTNERS avalia o anticorpo monoclonal MBP134, o antiviral remdesivir e a combinação dos dois; a OMS informou também que o maftivimab será acrescentado e que existe um estudo de profilaxia após exposição com obeldevisir.
O que ainda não se pode concluir
Os primeiros resultados dos ensaios de tratamento são esperados nos próximos meses e os resultados das vacinas no início de 2027. Até lá, estas são candidatas em investigação: a notícia não equivale a aprovação, disponibilidade imediata ou mudança automática das medidas de vigilância adotadas fora da área do surto.
Caboverde24.info
Fonte: OMS
Foto: NIAID / Wikimedia Commons — CC BY 2.0 · CC BY 2.0 · recorte





































