Arquivo: estudantes do oitavo ano correm numa pista escolar em Fort Bragg, Estados Unidos, em junho de 2012. A fotografia ilustra atividade física entre adolescentes e não retrata participantes do estudo da OMS.

Um em cada quatro adolescentes passou a semana sem um dia ativo, estima OMS

“«Nova análise reúne 389 inquéritos de 140 países e territórios; a diferença entre raparigas e rapazes continua marcada e os dados são autorrelatados.»”

Em breve

  • Um em cada quatro adolescentes relatou zero dias ativos na semana anterior.
  • A estimativa equivale a cerca de 240 milhões de jovens dos 11 aos 17 anos.
  • A proporção foi de 28% entre raparigas e 22% entre rapazes.
  • O estudo reuniu 389 inquéritos e mais de 3,2 milhões de participantes.

Um em cada quatro adolescentes no mundo relatou não ter completado pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa em nenhum dia da semana anterior. A nova estimativa da Organização Mundial da Saúde equivale a cerca de 240 milhões de jovens com idades entre 11 e 17 anos.

Só 14% relataram sete dias ativos

Em média, os adolescentes disseram ter sido ativos em 2,7 dias da semana. Apenas 14% relataram atividade em todos os sete dias. Segundo a OMS, os níveis globais mudaram muito pouco nos últimos 15 anos.

Raparigas continuam mais afastadas

A diferença entre sexos continua marcada. Entre as raparigas, 28% relataram zero dias ativos, contra 22% entre os rapazes. Só 11% das raparigas disseram ter sido ativas todos os dias, comparativamente a 17% dos rapazes.

O que o estudo mediu

A análise publicada na revista The Lancet Global Health reuniu 389 inquéritos populacionais de 140 países e territórios, envolvendo mais de 3,2 milhões de adolescentes. A medida usada foi o número de dias, na semana anterior, em que cada participante declarou pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa.

Limitações importantes dos dados

Os resultados não são uma contagem direta de todos os adolescentes do mundo. As estimativas foram produzidas com modelos estatísticos, a cobertura foi incompleta em 55 países e a maioria dos dados veio de inquéritos escolares. A própria OMS alerta que jovens fora da escola podem ter padrões diferentes e que os resultados por idade devem ser interpretados com cautela.

Não é apenas uma escolha individual

A inatividade física é um fator de risco para doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e alguns cancros. A OMS sublinha que a resposta não é pedir aos adolescentes para se esforçarem mais: é criar escolas, ruas e comunidades onde mover-se, brincar e ser ativo seja seguro, fácil e normal.

A OMS aponta fatores que vão muito além da motivação pessoal: segurança dos espaços públicos, deslocações a pé ou de bicicleta, ambiente escolar, custo das atividades, normas sociais e estilos de vida cada vez mais ligados a ecrãs. A resposta, por isso, envolve saúde, educação, transportes, urbanismo e desporto.

O que estes números dizem a Cabo Verde

A divulgação consultada não apresenta uma percentagem específica para Cabo Verde. Para medir a situação nacional sem extrapolar a média mundial, seriam necessários dados locais atuais e comparáveis. Ainda assim, as recomendações deixam perguntas práticas para escolas e municípios: existem espaços seguros, rotas pedonais e oportunidades acessíveis para os adolescentes se moverem todos os dias?

Caboverde24.info

Fonte: OMS

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