“«Nova análise reúne 389 inquéritos de 140 países e territórios; a diferença entre raparigas e rapazes continua marcada e os dados são autorrelatados.»”
Em breve
- 🏃Um em cada quatro adolescentes relatou zero dias ativos na semana anterior.
- 🌍A estimativa equivale a cerca de 240 milhões de jovens dos 11 aos 17 anos.
- 👧A proporção foi de 28% entre raparigas e 22% entre rapazes.
- 📊O estudo reuniu 389 inquéritos e mais de 3,2 milhões de participantes.
Um em cada quatro adolescentes no mundo relatou não ter completado pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa em nenhum dia da semana anterior. A nova estimativa da Organização Mundial da Saúde equivale a cerca de 240 milhões de jovens com idades entre 11 e 17 anos.
Só 14% relataram sete dias ativos
Em média, os adolescentes disseram ter sido ativos em 2,7 dias da semana. Apenas 14% relataram atividade em todos os sete dias. Segundo a OMS, os níveis globais mudaram muito pouco nos últimos 15 anos.
Raparigas continuam mais afastadas
A diferença entre sexos continua marcada. Entre as raparigas, 28% relataram zero dias ativos, contra 22% entre os rapazes. Só 11% das raparigas disseram ter sido ativas todos os dias, comparativamente a 17% dos rapazes.
O que o estudo mediu
A análise publicada na revista The Lancet Global Health reuniu 389 inquéritos populacionais de 140 países e territórios, envolvendo mais de 3,2 milhões de adolescentes. A medida usada foi o número de dias, na semana anterior, em que cada participante declarou pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa.
Limitações importantes dos dados
Os resultados não são uma contagem direta de todos os adolescentes do mundo. As estimativas foram produzidas com modelos estatísticos, a cobertura foi incompleta em 55 países e a maioria dos dados veio de inquéritos escolares. A própria OMS alerta que jovens fora da escola podem ter padrões diferentes e que os resultados por idade devem ser interpretados com cautela.
Não é apenas uma escolha individual
A inatividade física é um fator de risco para doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e alguns cancros. A OMS sublinha que a resposta não é pedir aos adolescentes para se esforçarem mais: é criar escolas, ruas e comunidades onde mover-se, brincar e ser ativo seja seguro, fácil e normal.
A OMS aponta fatores que vão muito além da motivação pessoal: segurança dos espaços públicos, deslocações a pé ou de bicicleta, ambiente escolar, custo das atividades, normas sociais e estilos de vida cada vez mais ligados a ecrãs. A resposta, por isso, envolve saúde, educação, transportes, urbanismo e desporto.
O que estes números dizem a Cabo Verde
A divulgação consultada não apresenta uma percentagem específica para Cabo Verde. Para medir a situação nacional sem extrapolar a média mundial, seriam necessários dados locais atuais e comparáveis. Ainda assim, as recomendações deixam perguntas práticas para escolas e municípios: existem espaços seguros, rotas pedonais e oportunidades acessíveis para os adolescentes se moverem todos os dias?
Cape Verde 24.info
Fonte: OMS



































