“Diáspora americana traz inovação cirúrgica para as ilhas, reduzindo o impacto físico e psicológico do tratamento oncológico”
Já arrancou a mais ambiciosa missão clínica e científica alguma vez realizada pela Sociedade de Médicos Cabo-verdianos nos Estados Unidos. O projeto, que mobiliza mais de 70 profissionais de saúde, está a decorrer simultaneamente em sete ilhas do arquipélago: Santiago, Sal, Fogo, São Vicente, Brava, Santo Antão e São Nicolau.
Entre as diversas intervenções previstas até ao dia 24 de abril, o grande destaque recai sobre a realização da primeira mastectomia com reconstrução imediata em solo cabo-verdiano. Este procedimento é considerado um marco inédito, pois permite que a paciente, ao ser submetida à remoção da mama devido ao cancro, receba a reconstrução plástica no mesmo ato cirúrgico, mitigando traumas físicos e psicológicos profundos que, até então, eram comuns pela falta de resposta interna.
Quem é a Sociedade de Médicos Cabo-verdianos nos EUA?
Esta organização sem fins lucrativos reúne profissionais de saúde da diáspora cabo-verdiana radicada nos Estados Unidos, incluindo cirurgiões, enfermeiros e psicólogos. Liderada pelo médico Júlio Teixeira — especialista com mais de 25 anos de experiência na área de transplantes —, a associação tem como objetivo transferir conhecimento e tecnologia para o sistema de saúde de Cabo Verde, reduzindo a dependência de evacuações médicas para o estrangeiro.
Oncologia e cirurgias complexas
A missão foca-se em casos oncológicos complexos que aguardavam solução há meses ou anos. Para além da reconstrução mamária, a equipa está preparada para intervir em tumores do fígado, ovário, sarcomas e melanomas. Segundo Júlio Teixeira, o programa ambiciona resolver situações que muitas vezes não têm solução no país, atacando diretamente a lista de espera de doentes para junta médica internacional.
Além da cirurgia: literacia e transplantes
Para além das salas de operação, a missão promove debates sobre a literacia em saúde e o processo de consentimento informado. Um ponto relevante levantado pela comitiva é a disponibilidade da diáspora para apoiar o Governo na implementação de programas de transplantes em Cabo Verde, aproveitando a vasta experiência internacional dos seus membros. Na área da oftalmologia, a meta é realizar rastreios e cirurgias que permitam uma redução drástica nos casos de cegueira que poderiam ser evitados com intervenção atempada.
Caboverde24.info
Fonte: HealthNews






































Uma resposta
Se és Ka tchega Bubista a culpa é da delgada